Os Tuatha Dé Danann :
 
Parte IV
 
Batalha de Moytura Setentrional
 
 
Quando os primeiros raios do sol de uma manhã de céu nublado despontavam no horizonte bem mais do que o anuncio da chegada de um novo dia era revelado, podendo ser visto ao longe entre as brumas o mar coberto de navios até onde a visão podia alcançar.
 
Em pouco tempo, tal como uma gigantesca onda que quebra na praia, sucedeu  um tão silencioso quanto rápido desembarque das tropas vindas destes navios que com igual prontidão seguiram sem deter o passo em direção a Tara, a capital do reino dos Tuatha Dé Danann na ilha de Erin . Eram os Fomorianos  que estavam chegando cerca de 03 dias antes do prazo celebrado para ocorrerem as batalhas.
 
Bress seguia à frente deste gigantesco exército , montado em um corcel negro e ostentando uma armadura de ossos  onde se via um crânio servir-lhe de elmo e uma enorme espada sendo erguida em punho pela mão esquerda.. Atrás dele guerreiros armados até os dentes com feições furiosas com os rosto todo coberto de breu, seguiam bem de perto à pé , marchando em um só ritmo compassado.  
 
Contam as lendas que se seguiram a esta batalha que a marca dos fomorianos levantou tamanha poeira que chegou ao ponto do sol ficar ocultado com o dia virando noite, vindo o chão a ceder em rachaduras como ocorresse um terremoto. Ao longe parecia que uma enorme serpente negra tinha saído do mar e se arrastava em direção a Tara para varre-la do mapa.

Os primeiros combates, porém, se darem umas poucas léguas dos portões de Tara.  Ironicamente bem próximo onde tempos antes tinham os dananianos lutado contra os Fir Bolgs e tomado Erin de seus domínios, a saber em Connaught só que na planície de Moytura Setentrional. - Fazendo mesmo esta guerra ser reconhecida como ´´Batalha de Moytura Setentrional´´
 
Logo no primeiro combate os Fomorianos foram vitoriosos, face sua superioridade numérica a um grupo de meros batedores que ali estava para fazer vigilância e guarda nas cercanias de Tara para justamente evitar um ataque surpresa ao coração do reino dananianos.  Apesar de vencidos, o som dos combates foi suficiente para alertar os  Tuatha Dé Danann  e desperta-los de sono em tempo suficiente para ficarem preparados para chegada das tropas fomorianas. 
 
O que se viu a seguir foi uma violência nunca vista, com lanças, espadas e escudos batendo com tanta força que pareciam soar como o estrondo de  trovões que podiam ser ouvidos bem ao longe, reluzindo o aço à luz do Sol  com tamanha força que gerava uma aparência espectral assustadora aos guerreiros, sem falar que as lutas eram travadas com tamanho contato físico que as mãos , cabeças e pés daqueles de cada lado estavam tocando  as as mãos , cabeças e pés  daqueles do outro lado formando uma massa quase homogênea de carne. 
 
Contam que o chão ficou encharcado de sangue ao ponto de ficar difícil de manter-se em pé, com os corpos mutilados e mortos dos guerreiros  amontoado em pequenas pilhas grandes o suficiente para bloquear o curso dos rios mais próximos ao campo de batalha e trazendo um cheiro horrível que atraia toda sorte de animal carniceiro, ratos e corvos com que os feridos tinham de lutar para evitar mesmo de serem devorados vivos.
 
Com o custo de muitas vida ao final de tudo saem vitoriosos os Tuatha Dé Danann , expulsando de vez os Fomorianos para nunca mais voltares e com uma cena épica espetacular de Morrigan proclamando vitória gritando do cume das montanhas mais altas da Irlanda. Entretanto,a alegria que se fez durou pouco, pois ela teve uma visão profética na qual previa o fim iminente da era divina dos Tuatha Dé Danann e o inicio de um tempo de miséria sem fim  com  mulheres sem pudor, homens sem força, velhos sem a sabedoria da idade e jovens sem respeito pelas tradições. Um era de injustiça, líderes cruéis, traição e sem nenhuma virtude! Esta era a chegada da Era dos Homens, do nosso mundo.


Escrito por ENIGM@ às 16h43
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 Os Tuatha Dé Danann :
 
Parte III
 
Preparando-se para  a guerra
 
 
 
A guerra apesar de esperada  não veio de imediato, mesmo até ao final daquele ano em que Bress tinha sido deposto os Fomorianos enviaram seus emissários a Tara  para cobrar o pagamento de tributos aos dananianos. Ocorre que  os Tuatha Dé Danann encararam este fato  como um gesto de grande ofensa o que resultou na morte quase imediata dos coletores de impostos por parte da população mal quando chegaram , deixando propositalmente apenas um vivo a título de poder retornar a Lochlann para contar o acontecido e dar o recado que eram os dananianos um povo livre onde dali em diante a ilha de Erin seria para eles a base de seus domínios.  
 
Muito provavelmente tudo não passou de um ardil bem arquitetado pelo rei Elethan - pai de Bress - para assim conseguir o argumento definitivo que faltava para convencer os reis Tethra, Indech e outros tantas lideranças fomorianas no sentido de darem apoio para realizarem um ataque devastador contra os Tuatha Dé Danann e recuperarem para si o controle da ilha de Erin.
 
Declarada formalmente a guerra houve o envio de emissários de cada parte para acertarem os detalhes das batalhas que iriam ocorrer , definindo o local onde se desenvolveriam os combates e entrando mesmo em acordo de quanto tempo seria necessário para serem feitos os preparativos de forma que uma uma ´´guerra justa´´ sucedesse entre os Fomorianos e Tuatha Dé Danann. Tudo no melhor estilo de embate cavaleiresco em que mais do que vencer era de suma importancia fazer tal coisa com honra e dignidade, onde cada lado demonstraria seu valor tanto como guerreiro quanto de homem.
 
Ao final , como veremos,  ´´as boas maneiras´´ foram deixadas de lado tanto por  Fomorianos quanto os Tuatha Dé Danann  e no lugar  o que se viu foi o equivalente céltico na  sua mitologia de um ´´Armagedon ´´ em que poucos restaram de pé  e quase tudo foi destruído. De toda maneira entre este cenário apocalíptico  e a declaração de guerra se passou praticamente um ano , o tempo de ´´espera´´que foi celebrado entre as lideranças dos dois povos, finalizando o prazo derradeiro justamente num dia de Samhain ( 31 de Outubro ) 
 
 
continua


Escrito por ENIGM@ às 00h33
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 Os Tuatha Dé Danann :
 
Parte II
 
Da paz até a guerra
 
 
Tudo corria bem nos primeiros tempos de regência de Bress como rei dos  Tuatha Dé Danann  , demonstrando também ser ele um bom esposo para Brigith  ao ponto de faze-la declamar exaltando em prosa e verso seu amor pelo marido em intermináveis canções. Não tardou tamanha paixão demonstrada entre Brigith e Bress gerar ao final um esperado filho como fruto de uma união que apesar de nascida  às sombras de uma acordo político terminou com tempo em constituir em um verdadeira  história de amor.
 
Infelizmente, sem negar suas origens, o rei fomoriano acabou com o passar do tempo se revelando um tirano que apenas estava interessado em retirar toda riqueza de seus súditos a partir da cobrança de altos tributos e pesadas exigências  que faziam seu povo trabalhar sem cessar, o que gerou bem rapidamente o descontentamento entre os Tuatha Dé Danann e ao mesmo tempo alimentou  a expectativa de que ele iria em breve  honrar a solene promessa de abdicar ao trono pelo fato que o acordo dizia só ser possível manter Bress no poder caso houvesse consentimento expresso por parte dos dananianos.
 
Não demorou para os Tuatha Dé Danann se rebelarem e retirarem sem maiores problemas Bress do trono, recolocando Nuada em seu lugar que agora tinha condições pela tradição  a voltar a ser rei dos dananianos em virtude de seu membro amputado ter sido milagrosamente recuperado na função graças a  arte de cura e inventividade de  Diancecht que construiu para ele uma prótese em prata que fazia as vezes de uma mão com perfeição.
 
Derrotado não restou alternativa  a Bress do retornar sozinho a Lochlann ( terra-natal dos fomorianos ) e falar com seu pai , o Rei Elethan, a respeito do acontecido e pedir ajuda para reconquistar seu trono das mãos dos Tuatha Dé Danann. Prontamente o Rei Elethan  reuniu todos os guerreiros e chefes fomorianos para formar um grande exército para atacar os dananianos , destruir o Reino de Tara ,fazendo quem sobrevivesse de escravo e por fim  retornar ao controle de  Erin ( Irlanda )  .
 
Enquanto os Fomorianos se preparavam oara guerra os Tuatha Dé Danann estavam em festa comemorando a abdicação de Bress e a volta ao trono de Nuada como rei dos dananianos até que as celebrações foram interrompidas pela chegada de um forastreiro que vinha trajado com roupas suntuosas e anunciou para todos que quisessem  e pudessem entender a desgraça que estava por vir . 
 
Este forasteiro era Lugh, um entre tantos  que tinha em seu corpo tanto sangue fomoriano quanto dananiano.  Aliás,  a grande batalha que estava para ser travada foi marcada por difíceis escolhas para aqueles que como logo eram fruto carnal  da união de casais dos dois povos já que tinham de optar  por qual dos lados iriam se aliar para pegar em armas contra o outro. Como efeito ao final ironicamente a guerra entre Fomorianos e  Tuatha Dé Danann  acabou sendo uma carnificina entre parentes !!  
 
Continua.


Escrito por ENIGM@ às 23h31
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Os Tuatha Dé Danann :
  
 
Ao buscar as origens dos Tuatha Dé Danann surge no meio do caminho um monte de relatos desencontrados que dão conta desde que eles vieram do céu, passando por situar sua morada em algum lugar ao ´´norte´´ até mencionam sua terra-natal como sendo nas ´´ilhas meridionais do mundo´´.A despeito de sua misteriosa origem o fato era que eles carregavam a fama de possuírem poderes mágicos, força descomunal e habilidades sobre-humanas que os equiparava a condição de divindades ao olhos  das demais tribos, mesmo que ao final levassem um cotidiano tão comum como de qualquer outro ´´mortal´´. 
 
Eram um povo que vagava sem rumo em busca de um novo lar capaz de reerguer em propriedade a gloria perdida de sua civilização ( destruída não se sabe bem como ) e capaz de resgatar em tal condição  a honra de seus antepassados. Neste espírito os Tuatha Dé Danann chegaram ao que era conhecido como ´´fronteira do mundo´´ , talvez impulsionados para descobrir a derradeira morada do Sol e da Lua, aportando em um distante 01º de Maio nos litorais de Erin ( Irlanda )
 
Quando mal a busca pelo paraíso parecia terminada os Tuatha Dé Danann perceberam que aquelas terras tão benditas por eles eram ao final povoadas por uma outra tribo  - os Fir Bolgs - e sem outra opção  tiveram que pegar em armas para lutar pelo direito de ficarem ali. De fato depois de um batalha sangrenta  ( conhecida como Batalha de Moytura Meridional ) os  Tuatha Dé Danann sairam vitoriosos frente aos Fir Bolgs , porém,  encontraram pela frente aqueles que iam se revelar seus piores inimigos : os Fomorianos.
 
Sim , por que apesar das terras serem ocupadas pelos Fir Bolgs os reais senhores senhores daqueles dominios era os Fomorianos e não tardaram em chegar ali cheios de disposição para tanto vingarem o mal sofrido por seus aliados quanto prontos para expulsar os invasores dananianos de Erin.  
 
Ao mesmo tempo que o perigo de uma guerra se avizinhava  no horizonte também os  Tuatha Dé Danann passavam por sérios problemas ligados a buscar um sucessor ao Rei Nuada , amputado em sua mão direita por conta de ferimentos  sofridos em combate contra o guerreiro Sreng dos Fir Bolgs e segundo as tradições impossibilitado em continuar o monarca daquele povo. Deste modo havia um grande risco  dos Tuatha Dé Danann  ficarem envolvidos  numa disputa tola pelo poder, divididos por conta de discussões pela sucessão e pior sem nenhuma liderança de porte capaz de prepara-los a tempo para enfrentar um inimigo feroz que estava para chegar !!
 
Reunidos em um conselho tribal logo de cara os dananianos constataram a gravidade da situação bem como também verificaram que não era possível superar rapidamente as divergencias a respeito da sucessão do Rei  Nuada, sendo o impasse só quebrado graças a sábia sugestão de Dagma ( regente por tantos anos daquele povo antes de passar o poder para o jovem guerreiro Nuada ) onde o velho rei esboçou como sendo melhor solução o seguinte plano :
 
-  Seria enviado um emissário dananiano até ao encontro dos inimigos da tribo  com a proposta de ofertar a mão em casamento de Brigith ( filha de Dagma ) para o fomoriano Bress ( filho do Rei Elethan ) , onde como dote figuraria o direito dele ser o mais novo dos Tuatha Dé Danann  !!
 
Com isso não só foi conseguido selar a paz entre os Fomorianos e Tuatha Dé Danann  e fazendo prováveis inimigos virarem grandes aliados como também rendeu um ponto final nas disputas entre dananianos para ser o sucessor do Rei Nuada
 
( continua )


Escrito por ENIGM@ às 20h48
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Os Fir Bolgs
 
 
Com fim da civilização nemediana vieram suceder em seu lugar três tribos assim chamadas respectivamente  de Fir Domnann / Homens de Dommu , Fir Gaillion / Homens de Gaillion e Fir Bolgs / Homens de Bolg que trataram em repartir a Irlanda entre si com expressa benção dos seu aliados Fomorianos para os quais em retribuição prestavam tributos  anualmente  em condições iguais só vistas bem  mais tarde em algumas regiões da Europa sob o feudalismo.
 
Curiosamente apesar dos  Fir Domnann de longe serem os mais ricos e poderosos entre as  três tribos , ocupando a maior parte da Irlanda e as regiões mais férteis, o fato é que  para posteridade eram reconhecidos coletivamente de maneira indistinta pelo nome de ´´ Fir Bolgs´´ sem que se saiba bem a razão.
 
Nestas condições criaram cinco reinos com os  Fir Domnann ocupando o North  Munster, South Munster e Connaught, Fir Gaillion tomando aos seus cuidados de Leinster e os Fir Bolgs ficando no controle de Ulster. Estes cinco reinos apesar de governados de forma independente  por seus próprios soberanos possuíam uma espécie de ´´rei supremo´´ para todas as tribos que assim organizavam uma espécie de ´´federação´´ para tanto manter o controle sobre  toda a Irlanda quanto evitar conflito de interesse entre eles que levasse a uma guerra.
 
Para marcar de maneira simbólica justamente a sua importância estes ´´Reis Supremos´´ governavam a partir do que era considerado o ponto central exato do território irlandês, outrora conhecido como ´´ monte Balor´´ e posteriormente ´´ Colina de Uisnech (situada nas cercanias do Condado de West Meath   no dias de hoje)
 
Ao total foram nove ´´Reis Supremos ´´ que  desde da época da queda dos Nemed  com justiça e sabedoria mantiveram a paz entre os cinco reinos e expulsaram toda sorte de invasores daquelas terras, garantindo prosperidade para todos.  Nestas condições tudo ia muito bem por gerações para os ´´ Fir Bolgs´´  até que num fatídico dia Primeiro de Maio chegaram a Irlanda  os Tuatha Dé Dannan / Tribo da Deusa Dana
 
Os relatos dão conta que graças o poder da magia os  Tuatha Dé Dannan chegaram desapercebidos  as praias de Leinster conseguindo avançar em direção ao interior da Irlanda sem encontrar maior resistência e nem fazendo alarde até alcançar um local chamado ´´ Planasse do Mar´´ onde finalmente houve o primeiro encontro com os ´´ Fir Bolgs´´.
 
Antes de qualquer confronto foi tentado pela parte dos Tuatha Dé Dannan celebrar um acordo de paz com os ´´Fir Bolgs´´, onde eles pediam em troca a divisão do país em duas partes iguais com o sul ficando em seu domínio.  - o que  o então Rei Supremo dos Cinco Reinos  da época, conhecido pelo de nome de   ´´Eochaid, o Orgulhoso´´ , rejeitou  sob a alegação de que os  Tuatha Dé Dannan iriam não se dar por satisfeitos e no final iam querer tudo para eles.
 
Diante da recusa dos Fir Bolgs, os  Tuatha Dé Dannan  não esperaram pelo ataque e partiram rapidamente em direção mais ao  oeste indo para Connaught na planície de Moytura   Meridional bem diante de um desfiladeiro  onde encontram uma  estreita passagem que  face ao avanço inimigo  servia  para uma retirada estratégica das suas tropas e reagrupa-las  em segurança para um novo ataque enquanto os Fir Bolgs em seu encalço ficariam encurralados . 
 
 Contudo, antes que fosse iniciado a batalha fizeram uma trégua que afinal perdurou 105 dias onde ficou acertado que  as tropas de cada lado teria o tempo para se preparar , consertando suas armaduras,afiando suas espadas ,polindo seus capacetes e mesmo trocando armas entre si de modo a garantir um combate justo.
 
Finalmente no dia 24 de Junho a ´´guerra´´ entre os  Fir Bolgs e os  Tuatha Dé Dannan teve  inicio, sendo travado  uma série de lutas individuais ( ou em grupo desde que garantida a igualdade numérica ) entre os melhores guerreiros de cada lado durante todo dia,  onde em primeiro lugar havia uma demonstração prévia das habilidades e força de cada um sob os olhares dos dois exércitos . Depois a noite retornavam cada parte ao seu acampamento para curar de seus ferimentos,  enterrar seus mortos e velar por eles se fosse o caso,  comer um pouco para recuperar as forças e descansar para no dia seguinte voltar ao combate, sendo tudo feito com a garantia de que não  haveria ataque a estes lugares
 
Nestas condições a ´´guerra´´  durou quatro dias até que sofrendo de uma sede horrível o rei Eochaid abandonou o campo de batalha em busca de água com um enorme número de guerreiros Fir Bolgs indo acompanha-lo, o que foi visto pelos  Tuatha Dé Dannan como uma quebra de acordo e  não por menos saíram todos a seu encalço o que fez aquele conflito ´´cavalheiresco´´ descambar para um combate brutal sem regras.
 
Tudo parecia encaminhar para um extermínio dos Fir Bolgs , mas antes que tal coisa acontecesse ficou ao final acertado por iniciativa dos Tuatha Dé Dannan  que dariam a eles  a quinta parte da Irlanda à sua escolha em troca da paz. Derrotados os Fir Bolgs aceitaram a proposta e escolheram  Connaught para morar e deixando o resto do território para os  Tuatha Dé Dannan. 


Escrito por ENIGM@ às 01h01
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Os Nemed 
 

Depois da peste que colocou um fim da civilização partholiana surgiram na Irlanda os Nemed como  sucessores nos costumes e tradições dos Partholon  que levaram à frente como fossem um mesmo povo.

Se na época dos Partholon houve um crescimento das terras e o surgimento de novos rios e lagos na Irlanda , o mesmo ocorreu no tempo dos Nemed que foram abençoados por 12 novas planícies e mais quatro lagos .  Até parecia que os Partholon continuavam a viver suas vidas do além do túmulo através dos Nemed !!
 
Ocorre que os Nemed também foram amaldiçoados pela triste sina que afligiu os Parthalon, pois tiveram de  enfrentar os Fomorianos no combate !!  Felizmente saíram vitoriosos nas quatro batalhas consecutivas contra os Fomorianos que logo travaram quando chegaram naquelas terras !!
 
Tudo indicava que em breve os Nemed estariam livres de seus inimigos e poderiam finalmente viver em paz no seu novo lar, porém, quis o destino que a peste atingisse aquele povo como outrora tinha ocorrido com os Partholon !   A peste não chegou a levar a extinção os Nemed, só que infelizmente entre os  mais de dois mil mortos estavam o Rei e muitos valorosos guerreiros.
 
Fracos e abatidos pela peste e a morte de seus entes queridos, sem ter mais um Rei para lidera-los e nem guerreiros em número suficiente, estavam os Nemed  praticamente indefesos para enfrentarem com sucesso os Fomorianos em outras batalhas.  Para evitar o pior  as parcas lideranças que restavam foram até os Fomorianos negociar a rendição, o que aceitaram de pronto impondo uma série obrigações aos Nemed que na prática  os transformavam em escravos.
 
Como sinal da autoridade fomoriana sobre os Nemed foi construída uma torre de vidro na ilha de Tory que estando em posição privilegiada geograficamente servia tanto como posto de vigia quanto também de ´´quartel´´ improvisado para uma pequena guarnição de guerreiros que ficava preparada para atacar os Nemed.
 
Para o desespero dos Nemed seus novos ´´senhores´´ instituíram um tributo cruel em sangue onde era exigido que dois terços dos nascidos durante o ano deveriam vir à luz durante o Samhain . Todos os demais nascimentos havidos fora desta data deveriam se objeto de sacrifico humano a ser realizado junto a torre de vidro dos Fomorianos.
 
É óbvio que a intenção dos Fomorianos  mais do que humilhar e aterrorizar com este ´´tributo´´ era também de levar a extinção os Nemed que ano após ano teriam reduzida sua população até só sobrarem uns poucos idosos que seriam facilmente aniquilados pelos guerreiros. Cientes disto o Nemed , em um último esforço desesperado para libertar-se do cativeiro e salvar seus filhos de um destino cruel, partiram  para atacar a famigerada Torre de Vidro na esperança que em um ataque surpresa tivessem alguma chance.  - Infelizmente foram derrotados  e aqueles que não foram mortos em combate trataram de fugir para todo sempre da Irlanda, dando um fim trágico a história dos Nemed como civilização .  


Escrito por ENIGM@ às 23h42
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Os Partholon 
 
Parte I
 
O Êxodo Partholiano e a descoberta do Paraíso

Liderados pelo legendário Partholon a partir do ´´Outro Mundo´´, subterrâneo e escondido nas mais profundas cavernas,  vinha um  grupo de 24 homens e 24 mulheres que depois de muito vagarem em terras estranhas alcançaram finalmente em um distante Primeiro de Maio  o litoral de uma ilha tida como a derradeira fronteira  do qual nenhuma pessoa ousava ir além por temer enfrentar a travessia impossível de um oceano infinito ou pior chegar aos limites deste mundo para depois caírem em um abismo sem-fim !
 
Aos olhos dos Partholon não havia como avançarem em busca de novas terras e nem maneira de recuarem voltando derrotados para seu lar ancestral, porém, o cenário que encontraram era mais que desolador !!  Sim, porque a ´´ilha´´ ( Irlanda ) não passava na época de um pedaço de rocha arenosa, um deserto sem árvores ou até grama que vivia escondida sob névoas e chuvas  constantes apenas interrompidas pela ação de um vento frio inclemente oriundo do alto-mar  que junto com fortes ondas  faziam  dali um lugar nada convidativo.
 
Aliás, tão hostil quanto o local eram  os antigos habitantes daquela ilha, os Fomorianos,  que muito tempo antes tinham chegado vindos também do continente  como os Partholon  .
 
Contudo, ao contrário dos Partholon eram descritos como tendo aspecto ´´sub-humano´´ que beirava o grotesco, tendo a pele mais escura , uma altura acima do normal ao ponto de serem vistos como ´´gigantes´´ e cultivando hábitos tão nojentos quanto cruéis no cotidiano  .


Escrito por ENIGM@ às 02h26
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Os  Partholon 
 
Parte II
 
Da guerra a paz : 
A contrução da civilização partholiana
 
Desde que chegaram os Partholon àquelas terras os Fomorianos lutavam sem dar um momento de trégua contra eles no desejo de expulsa-los da ilha ( ou faze-los de seus escravos , conforme contam outras versões ) até que finalmente os líderes de cada tribo travaram um duelo de morte ( ´´Partholon´´ de um lado e ´´ Cichol  Sem - Pé ´´ do outro )  onde saíram vitoriosos finalmente os Partholonianos que  garantiram uma paz por 300 anos naquelas terras agora consideradas como seu lar e forçaram os Fomorianos voltarem para o continente.
 
A magnificência  da Civilização Partholoniana construída ao longo de 03 séculos era tamanha que eles como povo eram considerados coletivamente como divindades, contando as lendas que à medida  que a tribo crescia em número as terras se ampliavam sob seus pés com novos rios e lagos surgindo do nada junto com o crescimento milagroso da fauna e flora na região.
 
Assim ao longo de trezentos anos dos quarenta e oito do séqüito de Partholon eles chegaram a atingir o patamar de cinco mil pessoas, sendo narrado que o tamanho da ilha aumentou tanto que de uma  planície ao final deste tempo já contava com quatro bem como também dos três lagos encontrados pelos primeiros partholonianos foram acrescidos  sete para gerações vindouras, com outros tantos rios, árvores, animais e etc que no final transformaram aquele pedaço de pedra largado no meio do mar em um lugar próspero nunca visto.
 
Os mitos atribuem estes acontecimentos a ação da magia dos partholonianos, porém, mais modernamente alguns consideram que os  Partholon foram mais um exemplo histórico de  como a engenhosidade humana pode ser bem aplicada ao ponto de transformar um deserto estéril em um maná de abundancia.
 
Outros, sem negar o mérito dos Partholon possam ter tido, afirmam que a explicação talvez se encontre nas mudanças do clima do planeta ocorridas no final do último período de glaciação que por sua influência não só causaram movimentos migratórios  como também alteraram o ecossistema e até a geografia em vários pontos do globo. - tornando lugares hostis a vida humana em locais aprazíveis ( e vice-versa ), mesma situação que pode ter contribuído para o surgimento de epidemias devastadoras pelo mundo afora.


Escrito por ENIGM@ às 02h24
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Os Partholon 
 
Parte III
 
A Peste 
 
Em um fatídico Primeiro de Maio, na mesma data onde há mais de trezentos anos atrás tinha marcado a chegada dos Parthalon na Irlanda, teve inicio de uma epidemia de proporções apocalípticas que ao longo de apenas uma semana foi capaz de levar a extinção toda a Civilização Partholoniana.
 
 Curiosamente conforme narram as lendas  os Partholon intuíram seu trágico fim  e foram todos para ´´Sen Mag / Velha Planície´´ , mesmo local onde 03 séculos antes os primeiros partholonianos desembarcaram para desbravar aquelas terras,   cavando  covas coletivas enquanto ainda tinham forças para faze-lo e dando a incumbência ao último derradeiro sobrevivente da tribo para que antes de morrer tacasse fogo na pilha de cadáveres que ali estaria formada.   
 
Contudo, não pensem  que os Partholon esperavam com angústia pela morte que iria atingi-los não só individualmente como também marcaria o fim de sua civilização, pelo contrário eles vislumbravam tal catástrofe como uma benção disfarçada que oferecia misticamente a oportunidade de irem mais além de onde tinha conseguido alcançar seus ancestrais. - Finalmente eles tinham  cruzado o intrasponível oceano e atingido  sãos e salvos ao Porto Seguro do Além-Vida ! A eterna jornada dos Parthalon era chegada ao fim.   


Escrito por ENIGM@ às 02h14
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 Os Ciclos das Lendas Celtas
 
Os mitos célticos eram transmitidos oralmente  de geração para geração , depois foram eternizados em  verso e trova  em canções feitas pelos bardos  e  vertidas  em Oghan pelos Druidas-Filid   ( a classe mais alta entre os druidas e muitos considerados mesmo descendentes dos deuses ) que por fim uns e outros ao se cristianizarem e converterem à vida monacal acabaram traduzindo tudo o que sabiam para o latim  e fazendo possível que tudo sobrevivesse intacto  ( ou quase )  até os nossos dias.
 
Claro que estas lendas celtas uma vez incorporadas ao patrimônio eclesiástico não deixaram de sofrer uma influência por vezes deturpadora daqueles que serviram como ´´interpretes´´  por ação de influência dos ensinamentos cristãos, isto é, ao final cada estória contada deveria fazer o leitor  entender o quanto inferiores eram os deuses do panteão céltico face a figura da Santíssima Trindade  e  a autoridade moral da Igreja Católica. Assim,  por exemplo,  os monges das abadias da Irlanda transcreveram antigas sagas de heróis e deuses celtas  junto a comentários das Sagradas Escrituras e de vidas de santos.
 
No geral o material foi compilado  entre os séculos IX e XII por autoridades eclesiásticas em nome da Igreja Católica Apostólica Romana e todo guardado com zelo em monastérios situados na Irlanda, Gales e Bretanha. Aliás, muito mais que traduzir este material foi organizado de forma sistematizada de modo a dividir toda sorte de mitos e lendas em quatro ciclos:

-  Ciclo Mitológico: São contadas as origens míticas e as batalhas dos Tuatha Dé Dánnan  contra os Fomorianos . A história mais importante é Cath Maighe Tuireadh (A Batalha de Mag Tured) e possui três versões bem diferentes entre si.
 
-  Ciclo de Ulster (ou Ciclo do Ramo Vermelho): As histórias giram ao redor principalmente dos heróis Cúchulain ( uma espécie de Hércules dos celtas  ) e  Conchobar ( Rei da Irlanda ). A principal narrativa deste ciclo é Táin Bo Cúalnge ( Roubo do Gado de Cooley) que para alguns estudiosos tem diversos aspectos comparáveis à Ilíada escrita por Homero .
 
-  Ciclo de Finn (Ciclo de Leinster ou Ciclo Ossiânico): Trata das aventuras de Finn e seus guerreiros ( os Fianna ) e de seu filho Oisin na Irlanda 
 
- Ciclo Histórico (ou Ciclo dos Reis): Compõe-se de narrativas que misturam fatos e personagens históricos e lendários. A principal é Lebor Gabála Erenn (Livro das Conquistas da Irlanda) que conta a saga dos povos míticos como os  Partholon, Nemed, Fir Bolg, Tuathá Dé Danan e os Milésios. 
 
 Ao lado das destes ciclos, existem também os chamado ´´ imramas´´ ( os contos de viagem ) que tratam sempre da aventura de um herói ( ou heróis )  a um país distante  e desconhecido ou indo misticamente  para ´Outro Mundo´ de criaturas e seres fantásticos , onde acontecimentos mágicos e sobrenaturais lhe aguardam. É o caso da ´´A Viagem de Bran´´ que conta a viagem  do mítico filho do filho de Febal ao reino das fadas ou  ainda ´´  A Viagem de Maelduin´´ que trata da busca do herói pelos assassinos de seu pai passando por uma ilha com frutos de poderes místicos. Posteriormente este tema foi apropriado no relato cristão   de ´´ A Viagem de São Brandão ´´ que fala de  um  monge em busca o paraíso terrestre, o qual só consegue atingir devido à sua alta religiosidade


Escrito por ENIGM@ às 23h29
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DICA SIMPLES PARA 2006  
 
 
A idéia de ter sucesso para muitos parece ser uma questão de obter uma posição fruto da força pessoal através da dedicação individual em conseguir certo objetivo seja  triunfando sobre os obstáculos para conseguir esta meta ou vencendo adversários no caminho de alcançar tal coisa. O caminho do sucesso, sob este ponto de vista, seria um destino para quem acima de tudo não teme a solidão  .
 
Ignoram estas pessoas,  imersas na sua ilusória crença de controle e auto-suficiência, o quanto é necessário ter o auxilio de terceiros para em certo momento darem um voto de confiança ou mesmo até uma chance para demonstrarem seu real valor naquilo que melhor sabem fazer e a partir disto terem bases de conseguirem  uma  vitória ´´pessoal´´ .  
 
Assim podem ter certeza que até atingir o sucesso no meio do caminho há toda sorte de apoio partindo da própria família, amigos e até mesmo de estranhos que surgem para  ajudar conseguir justamente aquilo que queremos. Ninguém em absoluto triunfa sozinho. 

É bem verdade que nem sempre há um auxilio desinteressado e altruístico, figurando mais comum surgir algo assemelhado como uma ´´troca de favores´´ entre os envolvidos. Agora não pensem que tudo seja uma questão de bancar o oportunista traficando influência, apesar de ser precioso saber aproveitar as oportunidade que surgem ou melhor como bem dizia Maquiavel : ´´Ser um homem de virtú´´.
 
Logo , não vejam as pessoas de sucesso como mais fortes ou melhores em algum sentido do que você mesmo  , mas sim considere o fato de que elas tiveram o tirocínio de saber olhar em volta  buscando oportunidades. Principalmente olharam em direção as pessoas que estavam ao seu redor e procuraram nelas o apoio necessário para conseguirem o que mais desejavam.  - Este é o grande mérito a ser exaltado na biografia dos vitoriosos e  o fator constante da glória de algumas civilizações do passado, mais até do que o esforço conduzido para conseguirem o que eles queriam.
 
Deste modo ao fracassar não lastime a sua sorte considerando porventura de que não tenha se dedicado o suficiente,  se esforçado o bastante, seja você um fraco e etc. Não, seu erro principalmente foi não prestar atenção ao mundo de oportunidades que existem por aí , prestes a serem oferecidos caso saiba identificar as pessoas que oferecem estes ´´chances preciosas´´ de  ser um vitorioso, tal como o apoio insubstituível ofertado pelos pais conscienciosos de seus deveres para com sua prole,  a ajuda de um amigo fiel, colegas de trabalho ou mesmo  até desconhecidos. Tudo se resume em prestar  atenção aos ´´sinais´´!
 
Pelo calendário gregoriano, seguido por bilhões em todo planeta, estamos numa data especial que marca o fim de um ano e o inicio  de outro. Muito embora não considere ser eu uma desta pessoas em verdade figuraria insensato apenas ignorar de completo ( nem dá na prática ) e seguir segundo minhas crenças considerando este dia tal como qualquer outro, assim neste espírito deixo como mensagem para os que hoje celebram a chegada de 2006 justamente este pequeno pormenor tão óbvio e ululante para superar qualquer problema que venha neste novo ano : PRESTEM  ATENÇÃO !!!  De resto......... Feliz 2006 !!! São votos do Canal Celta.


Escrito por ENIGM@ às 23h18
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MÚSICA CELTA
 
 
 Música Celta é muito livre , porém sutil e requintada , permite aos músicos ornamentações e modificações conforme o humor os levar , percorrendo desde a sonoridade tradicional até a interpretação mais moderna.

O repertório incorpora uma grande parte de material herdado do passado, mas não é estático e está constantemente sendo variado pela interpretação das melodias, a reintrodução de material sonoro, e a criatividade, alternando a performance do repertório estabelecido.

Os instrumentos são tocados em uníssono, oitavas ou em combinações diversas . São feitos arranjos baseando-se em melodias tradicionais conhecidas desde a Idade Média até os dias atuais.

Os Celtas eram intimamente envolvidos com o mundo natural e acreditavam que o seu destino dependia dessa relação com esse mundo. Como a música celta  possui um contexto de sons variados e inspirada pela natureza, toca as pessoas de uma forma profunda , especial , atuando em diversos níveis emocionais .

Clique aqui para ouvir um pouco de música celta na interpretação do grupo Keltoi



Escrito por ENIGM@ às 04h21
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DO REI DO INVERNO AO PAPAI NOEL
 
 
Algumas tribos celtas nutriam a crença de que ao tempo do Festejo de Yule surgia exótica figura de um ser sobrenatural descrito como um homem de idade bem avançada, munido de um grande cajado de carvalho, expressando em seu rosto sempre um ar bonachão que vinha emoldurado com vasta barba  e cabelos tão brancos como a neve  que chegavam até o chão e confundiam-se com suas vestes com ares meio espectrais. Ele tinha o poder mágico de entrar nas casas sem ser visto ou ouvido, onde chegava para dar presentes para as crianças.
 
Passaram os séculos e por obra e graça do sincretismo religioso com o cristianismo tais costumes célticos deram base ao que hoje conhecido como ´´ Natal´´ com o Rei do Inverno tomando a forma do Papai Noel e o banquete de Yule se transformando na ceia tradicional natalina. Posteriormente com implemento do capitalismo é que a troca de presentes acabou perdendo seu sentido original para no lugar figurar como uma forma a mais de  alavancar as vendas no comércio de grande magazines em favor de conquistar enormes lucros .
 
Fato é que hoje são poucos  que conhecem a origem desta data e mesmo recordam de seu sentido cristianizado, passando o Natal  a ser encarado pela grande maioria com mais um feriado entre tantos que apenas se distingue dos demais pelo consumismo desenfreado e figurando como outra oportunidade de se empanturrar de comida que fará mal a sua saúde enquanto enche a cara até cair bêbado.
 
Assim, no lugar de um data de fraternidade surge como um tempo em que preferencialmente ocorrem casos gravissimos de violência doméstica, acidentes de trânsito por embriaguez irresponsável de alguns motoristas, internações inesperadas em hospitais  e tudo mais de pior.
 
Por seu lado crianças e adolescentes impulsionados pela mídea exigem cada vez mais de seu pais, só que não carinho e amor filial como deveria se esperar e no lugar aproveitam a data para pedirem de maneira canhestra  e chantagista por presentes caros onde ficam estampados marcas consideradas  da ´´última moda´´ quando não revelam ser produtos tanto inúteis quanto de gosto duvidoso.
 
Tanto pior para os países do sul do Equador que incorporam hábitos alimentares ligados ao Natal que nada condizem com período da estação em que vivem, isto é, se bem chega o solstício de inverno pelo hemisfério norte pelo sul surge o solsticio do verão trazendo consigo dias de temperatura elevada e propenso para comidas leves e não algo tão gordurento como um ´´peru´´ assado, comer frutas tão calóricas como castanhas ou beber bebidas tão ´´quentes´´ como vinho tinto!!! Vira a época como uma porta aberta para o desenvolvimento de futuras cardiopatias, hipertensão, colesterol alto e tudo mais de pior para saúde. Pior ainda que gastando os olhos da cara, já que tudo ou quase tudo de uma ceia natalina é importado  !!!
 
Agora, acusam que ser contra a celebração do Natal é ser anti-cristão, porém, a questão é que nada de cristão existe na raiz das tradições natalinas e nem o  que há em vigor hoje em dia no Natal passa perto do que pregou Jesus Cristo em seus ensinamentos.  Se eu posso dar conselhos diria que aos cristãos aproveitassem esta data para refletirem e voltassem pensar no que REALMENTE significa ser cristão bem como também aos neo-pagãos o que tem a ser resgatado a respeito desta data que possa contribuir para construção de uma sociedade mais sadia e fraterna.    


Escrito por ENIGM@ às 00h50
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YULE
 
Enfrentando os rigores do  inverno, onde muitos encontram a morte pelas mãos da fome, doença ou mesmo ação de um frio implacável, surge para os celtas um fio de esperança de que tempos piores já passaram. É o que representava em poucas palavras o solstício do inverno, indicador aos olhos bem treinados dos celtas dos ciclos naturais que a estação invernal caminhava para seu fim e abria caminho para a  chegada triunfal da Primavera.
 
Neste contexto, surgia os festejos célticos de Yule ( pronuncia-se IU-UL ), marcado por cerimônias por ocasião do advento do  solstício do inverno em que havia troca de presentes acompanhado  da realização de um banquete comunal cheio de pompa e circunstancia. Como de praxe todo era enfeitado com elementos naturais tais como guirlandas de azevinho penduradas nas portas , tecidos de cores bem vivas eram usados , fogueiras acesas por todos lados de modo a espantar a escuridão reinante do inverno e muita música alegre se ouvia para espantar qualquer sentimento funesto do coração..
 
Apesar de bem frugal na prática  os comensais realizados durante o festejo de Yule pode ser afirmado sem exagero que que surgia este momento para grande maioria dos celtas como  oportunidade para desfrutar a melhor refeição que já tivera condição de usufruir desde o inicio do inverno e permaneceria ela em tal condição até a chegada da primavera. Sim, por que o fato é que apesar de modesta assumia esta ceia  ares de verdadeiro banquete  pela situação reinante de escassez típica do inverno  e pela qualidade dos alimentos postos à mesa já que  eram guardados com um cuidado todo especial durante todo o inverno as melhores carnes e conservas bem como também um vinho das amoras de outono ( colhidas em agosto ao tempo do Festejo de Lughnassa ) - significa dizer de outra maneira que no banquete celebrado por conta do Festejo de Yule estavam sendo servidas uma comida que além de ser de alta qualidade e extremamente saborosa também possuía um enorme valor calórico e nutritivo que dava uma verdadeira ´´revigorada´´ nos celtas e oferecia condições físicas deles suportar os rigores do resto da estação até a chegada por fim da Primavera.
 
A respeito da troca de presentes que era também realizado durante o Yule é preciso salientar que eles eram feito artesanalmente ( seja um pedaço de tecido, uma tira de couro curtido, sementes, objetos talhados na madeira e etc ), figurando como muito importante acima de tudo que quem desse  tal ´´oferenda´´ tivesse desprendido certo grau de esforço considerável para confecciona-lo e nutrisse a intenção de  com ele estreitar laços de amizade , amor ou mero respeito com outras pessoas a sua volta.  Neste espírito também não era de todo incomum a oferta de algum bem de uso pessoal que revelasse possuir um valor sentimental considerável aos olhos do possuidor ou ainda detivesse uma grande importância no oficio que exercia. ( algo como uma lança de um caçador, por exemplo, dada a ele antes por seu pai e utilizada em grandes  aventuras )
 
Assim, a troca de presentes no festejo de Yule circulava essencialmente em torno de bens a rigor sem nenhum valor economico apreciável , nem passando pela cabeça deles algo tão  impessoal quanto comprar um presente para depois dá-lo e tampouco quem recebia ligava para outra coisa além do que representava em carinho e consideração aquele gesto em tempo tão tenebrosos e sombrios quanto do inverno.  
 


Escrito por ENIGM@ às 22h39
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A Não-Existente Tradição Celta Mágica: Mentiras, Verdades e Possibilidades
 
Por Fuillan /  Tradução Gabriel  - adaptação do texto original pelo Canal Celta
 
 
Vários livros estão hoje constantemente sendo colocados no mercado sobre esta coisa chamada Magia Celta. Autores pagãos como Douglas Monroe, Edain McCoy e D.J. Conway criaram este termo. É antigo, é druídico... é tudo uma grande mentira. Magia Celta é uma das maiores mentiras da comunidade pagã, perdendo apenas para Wicca é uma antiga religião. 
 
A mentira começou muito tempo atrás, com o Renascimento Celta no século 18 e o tédio de poetas e artistas que acharam que combinava com o seu tédio começar o que eles viriam a chamar de "ordens druídicas", mais tarde um popular clube social para homens de negócios entediados. Foram ordens como estas que mantiveram um interesse na magia dos druidas. Documentos antigos falsificados começaram a aparecer do nada, dizendo-se que eles teriam sido passados de geração a geração - o mais conhecido deles sendo, é claro, as Barddas, às quais o conhecimento da religião celta seria atribuído por séculos. Estas ordens celebrariam os solstícios e equinócios em Stonehenge, vestidos de robes e paletós, tentando recriar os rituais druídicos. É claro, hoje nós sabemos que Stonehenge é mais velho do que os druidas e que os celtas provavelmente não celebravam nada nestes quatro dias. Nós também sabemos que as Barddas é um dos muitos documentos forjados por Edward Williams (também conhecido como Iolo Morgannwg) no século 18.
 
Estes druidas e bardos de fantasia estavam, sem dúvida, errados a respeito das práticas religiosas celtas, ainda que hoje, algumas ordens druídicas estejam sendo criadas novamente, baseadas em livros de certos autores, em particular Sr.Douglas Monroe, que baseia a sua tradição nestes clubes de negócios, o quais, eu devo adicionar, ainda existem hoje, mas advogam um status não-religioso.

O segundo tipo de Magia Celta com o qual costumamos nos deparar é a Wicca Celta ou Bruxaria Celta. Surpreende-me muito que autores pagãos modernos pensam que as pessoas são tão ignorantes a respeito dos celtas que eles não percebem o absurdo de elementos gregos serem historicamente associados como parte da religião celta, para não mencionar o círculo dividido em quatro direções, sendo quatro um número para o qual eu ainda estou para achar alguma significância no mundo celta.  
 
Nós falamos das principais mentiras sobre magia celta, mas então quais são as verdades? A verdade é que nós sabemos muito pouco sobre qualquer coisa relacionada à magia celta. É quase certo que houve uma tradição mágica, embora não praticada por todos os druidas e provavelmente não apenas pelos druidas. Fragmentos dela ainda existem na literatura e nos costumes celtas, mas nada que seja suficiente para serem reunidos. Não há um sistema completo sobrevivente para simplesmente estudarmos e seguirmos.
 
Isto não quer dizer que a magia não deveria ser praticada por um pagão celta, ainda que com cautela. A magia pode sem dúvida ser praticada com sucesso usando-se o simbolismo celta, ou não, desde que se respeite certos limites. A fórmula ritual wiccana evidentemente não combina com o Reconstrucionismo Celta ou Tradicionalismo Celta no sentido de que ela é religiosa e freqüentemente requer todo um estado de espírito e pensamento diferentes e o mesmo se aplica à Bruxaria Neopagã, na qual muitas vezes os deuses são comandados, algo que, assim como muito do simbolismo, não coincide com o Paganismo Celta e com como os celtas vêem as suas deidades.
 
A sociedade pagã celta precisa olhar para dentro de si mesma e começar a ler mais do que um ou dois livros. Nós precisamos estudar mais e nos tornar mais instruídos para nos libertarmos destas mentiras que se manifestam em nossa comunidade. A educação pode nos custar tempo e dinheiro, eu sou uma estudante em período integral, sei como é isso, mas este é um sacrifício que deve ser feito em algum momento.


Escrito por ENIGM@ às 19h00
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